Artigos - Fungos De Ferrets


FUNGOS DE FERRETS (Mustela putorius furo)

Introdução

 

O Ferret (Mustela putorius furo), é um primo doméstico e provável descendente da doninha européia (Mustela putorius). Acredita-se que seja originário do cruzamento da doninha européia com a doninha das estepes siberianas (Mustela evermanni). O Ferret está sob custódia do homem há muitos séculos (no mínimo há 2000 anos), o que prova que a idéia de que é um animal selvagem está errada. Existem citações do Ferret como animal doméstico nos escritos de Aristóteles (384 AC - 322 AC), Strobo (63 AC - 24 DC) e Plínio (23 - 79 DC). Compará-lo a seus primos selvagens seria o mesmo que comparar um cão a um lobo.

 

Os fungo que pode infectar muitos mamíferos, incluindo os ferrets, embora estes são geralmente menos afetados do que cães e gatos. Há diversos tipos diferentes deste fungo; os tipos mais comuns, que causam essa doença nos ferrets, são os "Microsporum canis" e os "Trichophyton mentagrophytes". Os termos médicos para infecções com fungos são "dermatofitose" e "dermatomicose."

Como o fungo é transmitido?

O fungo é geralmente mais encontrado num animal infectado ou em alojamentos de animais infectados. Os esporos dos animais infectados podem ser vertidos no meio-ambiente e viver por mais de 18 meses. O fungo pode ser transmitido por contato direto com um animal infectado, ou por contato com algum objeto (por exemplo uma escova ou forragem), que foi contaminado com os esporos. Os gatos são freqüentemente a fonte da infecção para os ferrets, porque podem ser portadores assintomáticos e abrigar e verter o organismo sem mostrar sintomas da infecção. A incidência da infecção varia de acordo com a localização geográfica e meio-ambiente. Os filhotes e os ferrets jovens são geralmente mais afetados do que os adultos.

 

 

 

 

Principais fungos em ferrets

 

 

Agente etiológico:

 

Microsporum canis, Trichophyton mentagrophytes

 


Animais Afetados:


Cães, gatos, seres humanos, cavalos, vacas e outros mamíferos, incluído os ferrets. Conhecida como "tinha" ou "ringworm" pode ser transmitida entre pessoas e animais.


Visão Geral:


A dermatofitose,que é uma infecção causada por fungos, também é conhecida como "tinha" ou "ringworm" devido à aparência da lesão de pele característica da doença: uma área circular de perda de pelo com a borda externa alta e avermelhada. Estas lesões são resultado de uma reação inflamatória ao fungo. Cães e gatos são infectados pelo fungo Microsporum canis com maior freqüência, mas outros tipos de fungo também podem causar a dermatofitose.

Os gatos, especialmente das raças de pelos longos, apresentam uma forma de infecção mais generalizada que a dos cães. Estes animais podem ser portadores crônicos do fungo mesmo que não apresentem nenhum sinal da infecção.

A dermatofitose pode ser transmitida para os seres humanos; sendo assim, os proprietários de animais infectados devem considerar a possibilidade de deixá-los de quarentena, até que a infecção seja curada. Devem ser tomadas precauções durante o tratamento dos animais, de modo a evitar contaminação humana e ambiental.

 

 

 


Sinais Clínicos:


Os sinais clínicos incluem alopecia em falhas circulares; descamação; pústulas foliculares; eritema; hiper-pigmentação e prurido. As lesões de pele comumente se localizam na cauda, patas, face e orelhas. As síndromes clínicas, todavia, podem variar. Sendo assim, o diagnóstico da dermatofitose deve ser efetuado em condições diferentes do padrão de outras erupções de pele.

Sintomas:


Pode ser notada perda de pelo, causando falhas de formato circular. Pode acontecer descamação, pele avermelhada, inchaços ou espinhas, pele escurecida, coceira. A face, orelhas, patas e cauda são as áreas geralmente mais afetadas.


Descrição:


A tinha ou ringworm (dermatofitose) é uma infecção por fungo que costuma afetar cabelos, unhas e as camadas superficiais da pele. Os tipos mais comuns de fungos observados em cães e gatos são o Microsporum canis, o Trichophyton mentagrophytes, e o Microsporum gypseum.

Os animais entram em contato com os esporos infectados dos fungos, tanto em ambientes internos quanto externos. O solo contaminado é uma fonte comum da infecção, bem como outros animais infectados com a "tinha". Nem todos os animais que são expostos aos esporos do fungo, desenvolvem a infecção e, mesmo que esta ocorra, o cão ou gato podem não apresentar sinais clínicos da doença, sendo apenas um portador assintomático. O sinal clínico clássico da tinha ou ringworm é a falha circular de pelo com um anel vermelho de inflamação. Entretanto, nem todos os animais infectados têm este tipo de lesão. Na verdade, como os sintomas da doença podem variar muito, a dermatofitose deveria ser considerada como uma possível causa de afecção dermatológica em todos os quadros de erupção de pele.

Embora a maior parte dos cães e gatos saudáveis seja capaz de eliminar sozinho as infecções por fungos, alguns casos podem ser bem difíceis de curar. O status de portador assintomático pode complicar as coisas. Como a presença da afecção está oculta nesses casos, os proprietários não sabem como tomar medidas preventivas contra a disseminação da infecção. Os animais que não respondem ao tratamento, especialmente aqueles que vivem em casas com vários gatos, devem ser levados a um dermatologista veterinário.



Diagnóstico:


Após um histórico detalhado e exame físico, devem ser feitos testes para descartar outras afecções dermatológicas com sinais semelhantes, como infecção bacteriana e infestação por parasitas. Uma lâmpada especial, conhecida como lâmpada de Wood, pode ser usada como teste rudimentar de detecção da dermatofitose. Infelizmente, apenas 50 % de um tipo específico de fungo, chamado de Microsporum canis fica fluorescente no pelo do animal, com a cor de maçã verde característica. Sendo assim, um resultado negativo com a lâmpada de Wood não descarta a possibilidade da presença de dermatofitose.

Um método mais confiável de diagnosticar o problema é conduzir uma cultura de fungos em pelos recolhidos da área em torno da lesão, arrancando-os com um instrumento limpo ou escovando-os com uma escova de dente nova. Para identificar a fonte da infecção, o crescimento do fungo é avaliado sob o microscópio para se determinar o tipo de fungo presente. A análise do material de acordo com o seu crescimento em meio estéril poderá descartar falsos resultados positivos que poderiam, de outra forma, ser causados por contaminação ambiental.


O veterinário poderá examinar os pelos recolhidos ao microscópio para procurar evidências de unidade de fungos associados à raiz capilar. Este exame, no entanto, toma muito tempo e tem uma porcentagem apenas entre 40 e 70 por cento de êxito na detecção da dermatofitose. Em animais com anormalidades dermatológicas sérias, podem ser feitas biópsias de pele. Embora uma biópsia possa indicar uma real infecção por fungo, em vez de sua presença apenas temporária, este procedimento oferece um diagnóstico menos confiável do que a cultura dos fungos. Muitas vezes, este exame é realizado quando as lesões de pele não têm condições para que se faça a cultura para os fungos causadores da dermatofitose.


Prognóstico:


A maioria dos animais saudáveis é capaz de se livrar sozinha de uma infecção por fungo, mas o processo leva meses. Devido ao potencial zoonótico da doença, deve-se procurar tratamento médico para apressar a eliminação da dermatofitose e diminuir a contaminação do ambiente com os esporos infectados por fungos.

 



Transmissão ou Causa:


A dermatofitose é transmitida pelo ambiente ao animal. O fungo pode infectar os pêlos, unhas ou pele e depois ser passado, através dos pêlos infectados ou escamas da pele, para outro animal. Todos os materiais de dormir, pentes, tesouras de tosa, gaiolas ou qualquer objeto que esteve em contato com o animal tornam-se fontes de infecção em potencial. Outras fontes de infecção incluem terra e roedores. Os fatores de risco incluem má-nutrição, higiene deficiente e aglomeração de animais num mesmo alojamento. Além disto, há um risco crescente para animais que têm o sistema imunológico comprometido, em decorrência de doença ou medicamentos.


Tratamento:


Como a dermatofitose é uma doença infecciosa, os animais afetados devem ser mantidos em quarentena na casa do dono até estarem curados. Todos os animais afetados ou portadores assintomáticos da casa devem receber tratamento tópico, o que pode incluir a tosa do pelo e a aplicação de um ungüento antifúngico na pele ou banhos com xampu e de imersão do cão ou gato com produtos medicinais. O veterinário responsável poderá indicar o melhor procedimento, de acordo com a localização das lesões. Deve-se continuar o tratamento tópico até que a cultura dos fungos dê resultados negativos. Animais que aparentemente não estejam respondendo ao tratamento tópico, de duas a quatro semanas, devem receber medicação suplementar por via oral para erradicar a infecção com mais rapidez.

O medicamento oral antifúngico mais utilizado é a griseofulvina , mas algumas infecções por fungos podem ser resistentes a ele. Ademais, alguns animais, especialmente gatos, não toleram a griseofulvina e podem desenvolver um efeito colateral grave, que é a deficiência da medula óssea. Assim, deve ser feita uma série de hemogramas completos nos gatos que tomam esta droga para monitorar o aparecimento de problemas na medula óssea.

Da mesma forma, gatos com o vírus da imunodeficiência não devem tomar o medicamento. O cetoconazol e itraconazol, duas drogas que ainda não foram liberadas nos Estados Unidos para tratamento da dermatofitose, têm sido utilizadas como alternativa a griseofulvina, nos animais que não toleram este medicamento. Normalmente, a griseofulvina é segura para cães.

Foi desenvolvida uma vacina contra Microsporum canis para gatos , mas sua segurança e eficácia ainda necessitam ser pesquisadas. O uso da vacina pode ser recomendado nos casos mais resistente de dermatofitose. Pode ser muito difícil erradicar infecções em casas ou centros de reprodução onde há muitos gatos e geralmente é necessário consultar um dermatologista veterinário. As pessoas que cuidam dos animais infectados devem usar luvas e seguir uma série de recomendações para evitar a infecção, inclusive a desinfecção minuciosa do ambiente interno. Se ocorrer infecção em seres humanos, deve-se procurar um médico imediatamente.


Prevenção:

 
Evitar áreas geográficas suspeitas de abrigar os esporos dos fungos. O meio-ambiente do animal, escovas, lençóis e outros objetos potencialmente contaminados devem ser desinfetados periodicamente com uma solução de uma parte de água sanitária para dez de água. Em casas onde há vários animais, deve-se fazer cultura de fungos de todos os animais, mesmo os que não apresentem sinais clínicos de infecção. Alguns animais, especialmente os gatos de pêlos longos, podem ser portadores assintomáticos da dermatofitose por longos períodos. O veterinário poderá indicar medidas adicionais de prevenção.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Microsporum canis

 

Microsporum canis phase contrast microscopy

Microsporum canis

 

 

Trichophyton mentagrophytes

 

Trichophyton mentagrophytes

 

 

 

Outros fungos poucos comuns em ferrets

 

Blastomicose

 

A blastomicose (blastomicose norte-americana, doença de Gilchrist) é uma infecção causada pelo fungo Blastomyces dermatitidis.

A blastomicose é principalmente uma afecção pulmonar, mas por vezes estende-se a outras zonas através da corrente sanguínea. Os esporos de Blastomyces provavelmente penetram através das vias respiratórias quando são inalados. Não se sabe de onde partem os esporos do ambiente, mas uma vez relacionou-se uma epidemia com os refúgios dos castores. A maioria destas infecções ocorrem nos Estados Unidos e em zonas muito dispersas de África. Os homens entre 20 e 40 anos de idade são habitualmente os mais afectados. A doença é rara entre os doentes de SIDA.

Sintomas e diagnóstico

A blastomicose dos pulmões começa gradualmente com febre, calafrios e sudação profusa. Depois podem associar-se tosse, com ou sem expectoração, dor no peito e dificuldade em respirar. Apesar de, em regra, a infecção pulmonar piorar lentamente, por vezes melhora sem tratamento.

A forma disseminada de blastomicose costuma afectar muitas áreas do corpo. É possível que apareça uma infecção cutânea sob a forma de pequenas protuberâncias (pápulas), que podem conter pus (papulopústulas). As pápulas e as papulopústulas duram pouco tempo e disseminam-se lentamente. Em seguida aparecem na pele placas salientes e verrugosas, rodeadas de minúsculos abcessos indolores (alguns têm o tamanho da cabeça de um alfinete). Os ossos podem apresentar tumefacções dolorosas. Os homens podem sofrer um edema doloroso do epidídimo (uma estrutura semelhante a um cordel agarrada aos testículos) ou então um profundo mal-estar devido a uma infecção da próstata (prostatite).

O médico estabelece o diagnóstico, por vezes, examinando ao microscópio uma amostra de expectoração ou de tecido infectado, como a pele. Se se encontram fungos, pode cultivar-se a amostra e analisá-la para confirmar o diagnóstico.

 

 

Tratamento

A blastomicose pode tratar-se com anfotericina B endovenosa ou itraconazol oral. Com este tratamento, o doente começa a sentir-se melhor ao cabo de uma semana e o fungo desaparece rapidamente. Sem tratamento, a infecção piora lentamente e conduz à morte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Histoplasmose

A histoplasmose é uma afecção causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, que se desenvolve principalmente nos pulmões, mas que, por vezes, pode estender-se a todo o organismo.

Os esporos de Histoplasma estão presentes no solo. Os agricultores e outras pessoas que trabalham a terra infectada são os mais propensos a inalar os esporos. Quando se inalam grandes quantidades destes, podem verificar-se doenças graves. Os afectados pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) têm mais possibilidades de desenvolver  histoplasmose, especialmente a variedade que se espalha por todo o organismo.

Sintomas e prognóstico

Geralmente, os infectados não apresentam nenhum sintoma. Contudo, quando existem, podem adoptar formas diversas: a forma aguda primária, a progressiva disseminada e a crónica cavitária.

Na forma aguda primária, os sintomas costumam aparecer de 3 a 21 dias depois de uma pessoa inalar os esporos do fungo. Pode sentir mal-estar e ter febre e tosse. Os sintomas desaparecem habitualmente sem tratamento em duas semanas e poucas vezes duram mais de seis semanas. Esta forma de histoplasmose raramente se revela mortal.

A forma progressiva disseminada normalmente não afecta os adultos saudáveis. Em geral ocorre em crianças e pessoas cujo sistema imunitário é deficiente (como os que sofrem de SIDA). Os sintomas podem aparecer muito lentamente, ou então de forma extremamente rápida. O fígado, o baço e os gânglios linfáticos podem aumentar de tamanho. Com menos frequência, a infecção produz úlceras na boca e nos intestinos. Em casos raros, as glândulas supra-renais são afectadas, causando a doença de Addison. (Ver secção 13, capítulo 146) Sem tratamento, a histoplasmose progressiva disseminada é mortal em 90 % dos casos. Mesmo recebendo tratamento, os doentes de SIDA podem morrer rapidamente em virtude desta infecção.

A forma crónica cavitária é uma afecção pulmonar que se desenvolve progressivamente ao longo de várias semanas, causando tosse e uma dificuldade cada vez maior em respirar. Os sintomas compreendem perda de peso, sensação de doença (mal-estar geral) e febre ligeira. A maioria dos doentes recupera sem tratamento em dois a seis meses. Contudo, as dificuldades respiratórias podem piorar gradualmente e alguns doentes podem expectorar sangue, por vezes em grandes quantidades. A lesão pulmonar ou a invasão bacteriana dos pulmões pode finalmente causar a morte.

 

 

 

Diagnóstico e tratamento

Para estabelecer o diagnóstico, o médico obtém amostras da expectoração, dos gânglios linfáticos, da medula óssea, do fígado, das úlceras da boca, da urina ou do sangue do doente. As amostras são enviadas a um laboratório para cultura e análise.

As pessoas com histoplasmose aguda raramente necessitam de tratamento farmacológico. Contudo, as que manifestam a forma progressiva disseminada costumam responder bem ao tratamento com anfotericina B, administrada de forma endovenosa ou com itraconazol por via oral. Na forma crónica cavitária, o itraconazol ou a anfotericina B podem eliminar o fungo, ainda que a destruição causada pela infecção deixe tecido cicatricial. Os problemas respiratórios, semelhantes aos causados por uma doença pulmonar obstrutiva crónica, costumam continuar. Como consequência, o tratamento deve começar o mais cedo possível para limitar o dano pulmonar

 

 

 

 

 

 

Coccidioidomicose

A coccidioidomicose (febre de São Joaquim, febre do vale) é uma infecção causada pelo fungo Coccidioides immitis, que geralmente afecta os pulmões.

A coccidioidomicose  ocorre quer como uma afecção pulmonar ligeira que desaparece sem tratamento (a forma aguda primária), quer como uma infecção grave e progressiva que se estende por todo o organismo e é frequentemente mortal (a forma progressiva). Esta costuma ser um sinal de que o doente possui um sistema imunitário deficiente, geralmente devido à SIDA.

Os esporos de Coccidioides encontram-se no solo de certas áreas da América do Norte, da América Central e da América do Sul. Os agricultores e outras pessoas que trabalham a terra estão mais expostos a inalar esporos e a ficar infectados. Aqueles que se infectam durante uma viagem não apresentarão, porventura, os sintomas da doença senão depois de terem deixado a zona.

Sintomas

Os afectados pela coccidioidomicose  aguda primária geralmente não apresentam sintomatologia. Se aparecerem sintomas, ocorrerão de uma a três semanas depois de a doença se ter produzido. Aqueles sintomas serão ligeiros na maioria dos casos e podem consistir em febre, dor no peito e arrepios. Podem também expectorar muco e ocasionalmente sangue. Algumas pessoas desenvolvem o chamado reumatismo do deserto, uma doença que consiste na inflamação da superfície do olho (conjuntivite) e das articulações (artrite) e na formação de nódulos na pele (eritema nodoso).

A forma progressiva da doença é muito inabitual e pode desenvolver-se ao longo de semanas, meses ou mesmo anos depois de verificada a infecção aguda primária, ou então depois de ter vivido numa zona na qual a mesma é frequente. Os sintomas compreendem febre ligeira, perda de apetite, adelgaçamento e diminuição da força. A infecção pulmonar pode piorar, causando uma maior dificuldade em respirar. A infecção pode estender-se dos pulmões aos ossos, às articulações, ao fígado e ao baço, aos rins, ao cérebro e às membranas que o reveste.

Diagnóstico

O médico pode suspeitar da presença de coccidioidomicose  se alguém que vive numa zona endémica ou acaba de regressar de lá apresentar aqueles sintomas. Colhem-se amostras de expectoração ou pus do doente e enviam-se ao laboratório. As análises de sangue podem revelar a presença de anticorpos contra o fungo. Estes anticorpos aparecem no princípio do processo, mas desaparecem na forma aguda primária da doença; na forma progressiva persistem.

 

 

Prognóstico e tratamento

A forma aguda de coccidioidomicose  costuma desaparecer sem tratamento e a recuperação geralmente é completa. Contudo, os afectados pela forma progressiva tratam-se com anfotericina B endovenosa ou fluconazol oral. Outra possibilidade é administrar itraconazol ou quetoconazol. Apesar de o tratamento com fármacos poder ser eficaz em certas infecções localizadas, como por exemplo as da pele, dos ossos ou das articulações, uma vez que se suspenda o tratamento é costume verificarem-se recaídas. As variedades mais importantes de coccidioidomicose  progressiva disseminada são habitualmente mortais, especialmente a meningite (infecção das membranas do cérebro e da espinal medula). Se um doente tem meningite, recorre-se ao fluconazol; também é possível injectar anfotericina B no líquido da espinal medula. O tratamento deve manter-se durante anos, muitas vezes durante o resto da vida. A meningite que não receber tratamento é sempre mortal.

 

 

 

 

 

Criptococos

Os criptococos crescem no ser humano em formas unicelulares, leveduras encapsuladas com 5 micrómetros, de replicação assexuada por geminação.

Este fungo é frequente em solos húmidos, vivendo livremente e alimentando-se de resíduos orgânicos, como fezes de pássaros, especialmente pombos. A sua forma sexual multicelular é classificada como Filobasidiella neoformans e é um basiodiomycete.

Epidemiologia

Existe em todo o mundo. Haverá um caso de meningite em um milhão de pessoas por ano. A infecção é pela inalação de esporos, frequentemente em detritos de pombos.

Progressão e Sintomas

Após inalação, as leveduras multiplicam-se no pulmão, frequentemente de forma assintomática. Mais tarde, se o individuo estiver debilitado, disseminam-se pelo sangue, especialmente para o cérebro. O sistema imunitário destrói os organismos sanguíneos, mas não detecta aqueles já presentes no líquido cefalo-raquidiano (uma vez que é muito pobre em linfócitos). O resultado mais frequente é a multiplicação das leveduras nesse liquido rico em glicose que envolve o cérebro, com inflamação das meninges (membranas), ou seja, meningite. Sintomas são aqueles de todas as meningites mas de intensidade mais moderada: dor de cabeça, náuseas, vómitos e fotofobia (sensibilidade exagerada à luz), que podem durar várias semanas (ao contrário da meningite bacteriana que é fatal em apenas algumas horas).

Em indivíduos imunodeficientes (com por exemplo SIDA/AIDS, tomando corticosteróides ou com outra patologia crónica associada) a condição é mais grave e cursa com encefalite potencialmente mortal. Pode ainda causar lesões na pele e ossos.

Diagnóstico e Tratamento

Amostras de liquido cefalo-raquidiano são observadas ao microscópio, mas a cultura pode ser necessária para a identificação. A sorologia, com detecção de anticorpos específicos contra o fungo é usada também.

O tratamento é com o fármaco antifúngico anfotericina B, ou com derivados de azol, como itraconazol.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aspergilose

Os A.fumigatus crescem no ser humano em formas multicelulares filamentosas, as hifas septadas, formando um micélio. Cada hifa tem 4 micrómetros de diâmetro e muitos mais de comprimento, frequentemente dividindo-se em ramos. Na natureza são muito comuns e capazes de crescer livremente, alimentando-se de detritos orgânicos como plantas podres.

O A.fumigatus é a causa mais frequente de aspergilose, mas outros como A.flavus, A.niger, A.nidulans ou A.terreus também causam a doença.

Epidemiologia

Existe em todo o mundo. A infecção é pela inalação dos esporos, ou pela entrada por feridas na pele. A micotoxicose é devida à ingestão de comida contaminada por toxinas do fungo.

Podem infectar igualmente quase todos os animais, mas a transmissão destes para o Homem não ocorre.

Progressão e Sintomas

A manifestação mais frequente é a aspergilose pulmonar. Os micélios crescem em bolas, denominadas aspergilomas, geralmente assintomáticos excepto pel hemoptise (tosse com sangue) ocasional; ou então produzem pneumonia disseminada crónica com expectoração, tosse e falta de ar. As infecções do olho devido a feridas não tratadas leva quase sempre à perda desse órgão de visão. A doença é geralmente controlada excepto nos imunodeprimidos.

Em doentes com SIDA/AIDS, o fungo não é controlado no pulmão e dissemina-se pelos órgãos de forma rápida. A aspergilose cerebral, cardíaca ou da medula óssea resultam quase sempre em morte se não tratadas, devido a hemorragias e enfartes múltiplos nos orgãos.

A micotoxicose é devida à ingestão de comida contaminada, com vómitos, diarreia e náuseas.

O Aspergillus pode ainda causar reacções alérgicas sem se multiplicar ou infectar a pessoa, como asma e rinite alérgica. A constante exposição ao fungo pode levar a recções do sistema imunitário agressivas na ausência da sua multiplicação, por vezes resultando em problemas pulmonares após muitos anos.

 

 

 

 

Diagnóstico e Tratamento

A expectoração é observada ao microscópio, mas a cultura pode ser necessária para a identificação. A sorologia, com detecção de anticorpos específicos contra o fungo é usada também.

O tratamento é com o fármaco politicísticoantifúngico anfotericina B, ou com derivados de azol, como itraconazol

 

 


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Dr. Thiago R. Salvador - Médico Veterinário
Animais Silvestres, Exóticos e Peixes
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