DESENVOLVIMENTO DOS ANTIVIRAIS:
A descoberta dos primeiros
compostos antivirais só ocorreu à partir de 1950, e na década de 60 começaram a
ser empregados clinicamente sendo:
- Metisazona (1960): profilaxia da Varíola
- Idoxuridina (1962): para herpes simplex
- Amantadina (1966): para profilaxia da Influenza A
- Vidarabina (1970)
- Década de 80 e 90: 26 drogas foram comercializadas
para doenças alvos como Virose respiratória, Herpesvírus e Síndrome da
Imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS).
Observando que o desenvolvimento dos agentes antivirais só
aumentou com a epidemia da AIDS em seres humanos.
VÍRUS:
- Micoorganismo extremamente simples
- Parasitas intracelulares obrigatórios
- Replicação depende dos processos de síntese de DNA,
RNA e proteína da célula hospedeira.
Muitas substâncias químicas
(antivirais) que inibem a replicação viral, restrigem algumas funções celulares
do hospedeiro, produzindo acentuada toxicidade.
CLASSIFICAÇÃO DOS FÁRMACOS:
- Drogas que interferem na fixação do vírus aos
receptores da célula do hospedeiro e na sua penetração:
- GAMAGLOBULINA: se essa tiver anticorpos
específicos dirigidos contra antígenos superficiais de determinados
vírus, ela poderá interferir na entrada dessa partícula viral na célula, bloqueando
mais sua penetração do que sua adsorção.
Em Medicina Humana, uma injeção
intramuscular de gamaglobulina misturada durante o período de incubação
inicial, pode minimizar (modificar) a infecção por vírus do sarampo, hepatite,
raiva e poliomelite.
Em Medicina Veterinária, a
imunoglobulina Humana, principalmente IgG (gamaglobulina, Centeon), tem sido
utilizado no trabalho de anemia auto imune hemolítica e trombocitopenia
imunomediada em cães.
Dose: 0,4 a 0,5mg/kg/dia por 5
dias, I.V.
- ADAMANTANAMINAS: inibe o desnudamento de mixovirus
após a penetração, como da Influenza A e do vírus da doença de Aujeszky.
Efeitos colaterais: alterações no
SNC.
- Drogas que interferem na síntese inicial de
proteínas:
- INTERFERON: Glicoproteina endógena que exerce
atividade antiviral inespecífica por meios de processos metabólicos
celulares que envolvem a síntese de RNA e de proteínas.
Os interferons são produzidos por
células infectadas por vírus e por linfócitos durante a resposta imune que
inibem a expansão da infecção.
Tem sido utilizado na medicina
veterinária contra o vírus da rinotraqueite infecciosa bovina em bezerros
desmamados e no tratamento de infecção pelos vírus da leucemia felina
(Felv/VLF).
Gatos tratados com interferon humano tiveram melhora clinica
significamente e os valores do hematócrito retornaram ao normal, porém não
preveniu a morte. Atualmente sem uso terapêutico.
- Drogas que interferem na síntese de ácidos
nucléicos:
- RIBAVIRINA:inibe a replicação de RNA e DNA
vírus.Interfere na formação de guanosina monofosfato e na síntese subseqüentemente de ácidos nucléicos.
Em medicina humana é utilizado para influenza A e B, em medicina veterinária
não possui boa margem de segurança em animais domésticos.
- IDOXURIDINA: bloqueia a DNA polimerase inibindo a replicação do herpes vírus
simples na córnea, ajudando no processo de cicatrização da ceratite
herpetica em seres humanos/ animais.
Uso apenas tópico devido aos seus
efeitos tóxicos sobre a medula óssea, fígado e rins.
- CITARABINA: Inibe a síntese de DNA e interfere na
replicação dos vírus de DNA. É 10 vezes mais eficaz que a idoxuridina,
porém 10vezes mais tóxicas.
- VIDARABINA: é fosforilada na célula em derivado
trifosfato por enzima celulares inibindo DNA polimerase viral de modo
mais eficaz que DNA polimerase de mamíferos. Em seres humana é utilizada
em tratamento de ceratite herpética e sistemicamente na encefalite
herpética.
- ACICLOVIR: Ativado por uma timidina quinase viral,
só as células que contém o vírus ativarão o fármaco para a forma
monosfosfato. O produto é trifosfatado por enzimas celulares, inibindo a
DNA polimerase. Utilizado em meningoencefalite aguda viral e ceratite
herpética.É o melhor tratamento para herpes.
Efeitos colaterais; delírio,
tremor, tontura, hipotensão e nefrotoxicidade.
- ZIDOVUDINA: mais utilizado no tratamento da AIDS,
atuando sobre a DNA polimerase viral com conseqüente inibição da síntese
de DNA viral e acentuada redução da replicação do vírus.
- Drogas que interferem na organização ou na
liberação de partículas virais:
- RIFAMICINA: inibe o RNA polimerase DNA dependente
em bactéria e em células de mamíferos.